Neste Blog poderá encontrar algo diferente para ler, uma nova perspectiva sob um novo olhar de quem inicia na árdua tarefa de escrever o que pensa.

terça-feira, 10 de julho de 2012

A dureza e a tristeza em não conhecer os dois Avôs.

Provavelmente haverá muitos neste Mundo que não conhecem os Pais da Mãe e do Pai, e consigo imaginar o quanto deve ser ruim para uma criança não possuir um acesso aos Avôs, a imagem acima da paterna que poderia oferecer muita experiência e histórias de vida para os pequenos seres que estão em fase de crescimento.
No meu caso tenho o Baby Blu Hiper Mega Totosão que possui e possuiu contato com as duas Avós e que significa que há cinquenta porcento de aproveitamento, e assim não tenho motivo para ficar totalmente triste porque ele já possui um contato com uma parte da família com idade avançada, mas falta a parte masculina onde por um motivo infeliz não conseguirá um contato com o Avô por parte da Mãe porque este já está a descansar há muitos anos mas mesmo assim o Baby Blu Hiper Mega Totosão sente a presença espiritual do Avô que está a olhar por ele a todo o instante.
No outro caso, há o Avô da minha parte, mas este Avô se já era presente-ausente na época em que estávamos juntos, agora estando longe é que a coisa piorou ainda mais. Este Avô tem receio que eu saia de Portugal diretamente para a casa dele com o neto ao colo, porque há uns anos atrás pedi-lhe o endereço de casa para enviar algumas fotos do neto, mas ele não forneceu, me orientando que enviasse as fotos para o endereço de meu irmão. Após esta situação houve outro contato onde perguntei se poderia enviar um presente para o neto, informei o endereço e por incrível que pareça até a data de hoje não recebemos nada aqui em casa, então é possível pensar que mesmo longe mas com uma possibilidade futura de ir ao Brasil o Baby Blu Hiper Mega Totosão não conseguirá conhecer o Avô por parte de Pai.
Entristece-me pensar que o meu filho não conseguirá conhecer os Avôs, entristece-me ver que no futuro quando estiver com os colegas de escola e ao ouvi-los que passaram finais de semana com os Avôs o Baby Blu Hiper Mega Totosão não sentirá na pele este prazer e ao chegar em casa serei questionado do porque de não estar junto com os Avôs em finais de semana, é realmente duro pensar que isso poderá acontecer em breve, em um futuro muito próximo.
É uma pena ver que dentro de alguns meses ou até mais o Baby Blu Hiper Mega Totosão começará a frequentar uma escolinha e terá acesso a um relacionamento que provavelmente não fará parte da vida dele, que é a de ver muitos coleguinhas da escola sendo buscados pelos Avôs enquanto ele só terá a presença do Pai, ou da Mãe ou da Avó.
Dentro de alguns meses provavelmente serei obrigado a prepará-lo para conviver com esta situação, porque enquanto eu estiver desempregado e em casa esta ausência dos Avôs não será sentida, enquanto houve as Avós por perto, em casa e pelo telefone, esta ausência não será sentida, mas com o passar dos anos provavelmente esta situação irá mudar, e a tristeza poderá transparecer em seu rosto quando se deparar com os Avôs, mas os Avôs de seus amiguinhos que farão parte da sua vida escolar.

Um "NÃO" para abastecimentos na GALP.

Atualmente em Portugal há uma política de preços dos combustíveis chefiada pela Galp, esta que é uma empresa com capital do Governo mas que faz toda a população que possui um automóvel de palhaço, porque força o aumento do preço dos combustíveis mais rapidamente do que a diminuição dos preços, e assim força as outras empresas possuidoras de postos de combustíveis a também aumentarem os preços, já que a Galp é quem refina e vende para a maioria dos postos em Portugal.
A política da Galp para ganhar dinheiro em cima dos condutores em Portugal é bem clara e maléfica, quando o preço do barril do petróleo está a baixar os preços dos combustíveis demoram um enorme tempo para ser diminuído, mas basta o preço do barril do petróleo aumentar que já há motivo para um grande aumento, um rápido aumento que fica bem acima do valor que foi diminuído quando havia uma grande margem para diminuir ainda mais os preços dos combustíveis.
Em Portugal, o preço dos combustíveis é um dos mais altos da União Europeia, a Galp consegue manipular os preços para obter um alto lucro, uma vantagem enorme em relação as demais porque possui também um maior número de postos nas vias, mas mesmo assim é possível encontrar postos com valores inferiores ao da Galp com a mesma qualidade.
Não vou indicar os postos de combustíveis que fazem parte das redes de supermercados, porque já realizei um abastecimento para encher o tanque do veículo e com o tanque cheio e em plena subida o motor chegou a falhar, mas para quem não possui outra opção para abastecimento, os postos de hipermercados são a melhor pedida para quem busca um valor bem inferior ao preço praticado pela Galp.
Há muito tempo que não abasteço na Galp, mesmo com o cartão que acumula pontos podendo ganhar descontos em combustíveis, mesmo ganhando desconto de €0,06 quando se realiza compras em um determinado hipermercado não chega a compensar quando se abastece na rede Prio. Esta rede possui um combustível com a mesma qualidade e o valor é de até €0,11 menos do que na rede Galp.
Para quem reside na região do Porto, há dois postos que realmente compensa abastecer o veículo por possuírem valores semelhantes e inferiores em praticamente €0,10 em relação a Galp, são os postos Cepsa em frente ao Hospital São João na Estrada da Circunvalação sentido Rio Tinto-Matosinhos e o posto Prio situado na Zona Industrial do Porto para quem vai no sentido Porto-Matosinhos.
Pensar em abastecer na Galp é um erro, se muitos deixassem de abastecerem os seus veículos forçaria a Galp a rever sua política de preços altos e consequentemente faria com que eles diminuíssem o preço, mas o problema é que muitos não conseguem dar um passo a frente em relação a economia na aquisição de combustível, e me lembro de uma pessoa que conheci quando realizei uma entrevista de trabalho há uns três meses atrás e que reside próximo a minha casa que desconhecia um posto Cepsa a um quilômetro e meio de distância da Galp que há atrás do meu prédio e que vende o litro da gasolina €0,05 a menos que a Galp.
Então para os meus queridos leitores residentes em Portugal, vamos dar um basta nisso, neste furto consentido pelo Governo de Portugal, parem de abastecer na Galp que é quem comanda o cartel de valores entre as maiores "bandeiras" em Portugal, a Galp organiza junto com a Repsol e a BP os valores, fora disso encontra-se a Cepsa e a Prio, duas empresas que mesmo com o monopólio da Galp conseguem vender combustíveis mais barato, mais em conta, mesmo que seja necessário rodar mais alguns quilômetros por um preço mais em conta a diferença realmente compensa, porque enquanto estivermos a abastecer na Galp esta situação de manipulação de preços continuará e quem sairá perdendo é a população que possuem os seus veículos e que reclamam dos altos preços.
Para os condutores que possam se dirigir a Espanha, que o façam, mas poderão levar um susto quando se depararem com uma Galp na Espanha, porque lá a Galp comercializa combustíveis por um valor bem abaixo do praticado aqui em Portugal, então para todos os condutores de Portugal o melhor a fazer é NÃO abastecerem na Galp, diga NÃO ao furto e aos preços altos não abastecendo seus veículos na Galp, esta manipuladora de preços e chefe de cartel.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma campanha e muitas pessoas expostas ao ridículo

Atualmente quem reside em Portugal acompanha na televisão uma campanha de uma empresa portuguesa de telecomunicações, esta empresa é a Optimus, empresa do Grupo Sonae, um grupo que possui diversas empresas de diversos segmentos em diversos países, com altos lucros e principalmente com salários baixos para muitos de seus funcionários que trabalham diretamente com o público, no caso das lojas da Optimus, em CallCenters e nos Hipermercados e Mercados da rede Continente. Então quem reside em Portugal conhece esta empresa e quem não reside em Portugal mas sendo português também conhece esta empresa.
Mas não é pelos baixos salários, nem pelos altos lucros, nem pelas inúmeras empresas em diversos países que o Grupo Sonae possui que irei escrever, mas sim sobre a última campanha promocional, ou melhor, de uma campanha de divulgação de nenhum produto da marca Optimus, mas apenas de uma campanha através da exposição de pessoas simples em uma determinada aldeia de Portugal, onde não diz nada sobre o que é a Optimus e o que ela irá fazer.
A Optimus lançou uma campanha promocional onde o foco principal é estarem todos ligados, ou todos juntos com a Optimus, onde há também uma música que infiltrou nos ouvidos de muitos e que passada uma semana se tornou no "jingle" mais odiado de todos os tempos e provavelmente por ainda muito tempo, e o que se viu foi que a Optimus resolveu por apenas mudar a "batida" mantendo a mesma letra em diversas situações, mas agora ela se superou, expôs pessoas comuns e simples ao ridículo para cantarem a música que já ninguém aguenta mais, e o que aconteceu foi que estas pessoas com muita e pouca idade residentes em uma pequena aldeia da interior de Portugal foram expostas de uma tal maneira onde muitos conseguem verificar que os habitantes mal sabem ler, e a Optimus forçou a barra para que eles cantassem o "jingle" em inglês.
Se a Optimus através desta última campanha publicitária quer chegar a algum lugar dentro do mercado português, provavelmente não irá conseguir, quem realmente estiver interessado em algum produto dentro da área de telecomunicações, provavelmente não pensará na Optimus como a primeira opção. Ao assistir na televisão um comercial onde há pessoas que mal sabem ler, onde há um senhor que tenta "reger" três senhoras de idade a cantar o "jingle" em inglês com um certo ar de estupidez, estas que provavelmente mal sabem ler um pequeno texto em português, é possível concluir que a Optimus está começando a fugir do que é sensato para ir de encontro ao ridículo.
Ao expor pessoas comuns ao ridículo para ganhar alguma coisa é triste, a imagem destas pessoas mesmo sendo pagas caem em declínio, é uma pena ver uma empresa portuguesa expor portugueses simples ao ridículo para alavancar vendas, sendo que já não basta o Governo expôs muitos portugueses ao ridículo através de medidas de empobrecimento, no final há apenas um somatório dos dois.
Hoje eu sou cliente Optimus, mas não é por causa desta campanha que realmente me deixa "p" da vida, mas porque é a única que possui um plano para ligações internacionais que realmente compensa, mas se hoje eu não fosse um cliente Optimus, e ao ver esta campanha, a Optimus seria a minha última opção de escolha de operadora de telefone, porque não posso compactuar com algo deste gênero, onde pessoas comuns sejam expostas de uma tal maneira que chega a ser ofensa e muito triste.
Optimus, que de bom não possui nada e que com o passar do tempo se torna em uma empresa apelativa, ganhando assim um descrédito e uma má avaliação por parte de muitos que possam pensar como eu a cada momento em que se depara com a última má campanha da empresa na televisão, esta que não apresenta nada de interessante, nada de convencedor, nada de chamativo, nada promocional e onde todas as útlimas campanhas possuem um tom ridículo.

domingo, 8 de julho de 2012

Baby Blu Hiper Mega Totosão - O Destruídor.

Entendo muito bem que o que vou escrever neste mais novo texto do meu querido Blog refere-se a algo que acontece em todas as famílias pelo Mundo afora, mas penso que o Baby Blu Hiper Mega Totosão consegue ser ainda mais destruídor do que muitos que existem por aí, porque ele consegue destruir até mesmo as coisas que ele realmente gosta e sem remorso algum no coração.
O Baby Blu Hiper Mega Totosão ganhou alguns presentes, há alguns meses atrás ganhou um presente da Avó "Tuga" que chegou em casa e o mostrou, o Baby conseguiu se divertir com o brinquedo novo durante quase duas horas, porque após este período o brinquedo já começou a ser detruído por ele, e quando a Mamis chegou do trabalho não conseguiu ver a felicidade do Baby Blu Hiper Mega Totosão com o brinquedo novo, porque já não encontrava-se mais inteiro.
Anterior a este brinquedo, a Avó "Tuga" havia-lhe comprado um livro infantil com uma "buzina" que ficava ao final do livro e que poderia apertá-la em qualquer momento, pois bem, passado uma semana só havia a "buzina" e nada mais do livro.
O Baby Blu Hiper Mega Totosão ao crescer começou a pegar um carinho enorme pelo Mickey Mouse e seus amigos, e assim resolvemos presenteá-lo com algo interessante, que o ajudasse a conhecer muitos objetos, um livro inteligente da A Casa do Mickey Mouse, lindo onde ele se apegou de um jeito que eu e a Mamis tínhamos de contar a história do livro a ele praticamente todos os dias. Mas como tudo o que bom dura pouco, em um determinado momento após mais de um mês de aquisição do livro, o Baby Blu Hiper Mega Totosão resolveu por destruí-lo, sim, por completo, conseguiu destruir a capa totalmente dura e almofada do livro, em seguida rasgou as grossas páginas do livro, conseguiu descolar partes do livro onde ficavam os personagens e consequentemente chegou ao final divido em cinco partes de diferentes tamanho.
Quando ele fez isso com um livro que ele tanto adorou e curtiu durante mais de um mês, fiquei realmente chateado, mas ele não, se possuísse outro igual faria o mesmo procedimento de destruição ou até pior, porque ele sente-se bem ao realizar todo o processo de destruição.
Mas como somos Pais amorosos, resolvemos presenteá-lo com uma pequena livraria do Mickey Mouse, uma caixa com seis pequenos livros para conhecer as cores, as formas, os números e outros objetos, esta coleção de seis livros agora só possui cinco, porque no dia de hoje ele conseguiu destruir um livro, dividiu aos pedaços e ainda chegou ao meu lado para mostrar o "au-au-au" em um pequeno pedaço de uma página do livro que ele havia acabado de destruir.
Isso foram apenas algumas coisas que ele destruiu, mas a lista é extensa, porque podemos acrescentar alguns copos que ele pega no móvel do quarto da Avó "Tuga" e os atiram para o chão, canecas que ele atira para dentro da pia da cozinha e consequentemente acaba por quebrar um copo e a própria caneca, rolos de papel higiênico que atira para dentro da pia do banheiro ou para dentro da privada, inúmeros controles remoto que ele atira para o chão, os controles da televisão da Avó "Tuga" que ele faz questão de jogar no chão.
O Baby Blu Hiper Mega Totosão é um destruídor, destruídor de brinquedos, livros e outros objetos que ele possa pegar e jogar para todo e qualquer lado, seja o lado de dentro ou o lado de fora da casa, não perdoa nada, não pensa sequer que após destruir algo ficará sem ele, e consequentemente eu e a Mamis ficamos a dizer que não comprará mais nada para ele dentro de alguns meses, mas como ele é destruídor e ao mesmo lindo, "totoso", "fofucho" e o principal, filho único, é impossível não comprarmos algo para ele quando realmente possuímos condições para o ato.
O próximo presente do Baby Blu Hiper Mega Totosão será algo indestrutível, algo que ele não possa realmente destruir mas mesmo não destruíndo poderá ser arremessado pela varanda, e isso é um perigo para o objeto atirado e para quem possa estar no meio do caminho do objeto, mas ainda há tempo, tempo para pensarmos no que será o próximo presente, e enquanto não vem, o jeito será tentarmos com que o Baby Blu Hiper Mega Totosão não acabe por destruir outros objetos até mesmo a própria casa.

Quando adultos destruímos tudo o que há de bom.

Este novo texto poderá ser algo que muitos poderão refletir e se possível tentar mudar e melhorar alguns atos que ajudarão em muito as futuras gerações, mas de uma coisa é certa, quando se é adulto conseguimos destruir tudo o que há de bom a nossa volta, não perdoamos nada, sempre estragamos as coisas boas sem pensarmos sobre o que é certo e errado, e infelizmente deixamos de respeitar que está ao nosso lado.
Ontem (já que aqui em Portugal já é Domingo) estava no mercado com o Baby Blu Hiper Mega Totosão e vi o quanto é lindo e emocionante ver a felicidade de uma criança com tão pouco, e que quando somos adultos o pouco já não presta para nada porque sempre estamos querendo mais. Ao andarmos pela sessão dos livros chegamos a parte dos livros infantis e ao visualizar um livro de um personagem de um desenho animado de um canal infantil, o Baby Blu Hiper Mega Totosão soltou um "óóóóóóóóóóó" de felicidade tão lindo e natural que cheguei a me emocionar, emoção por ver uma reação tão espontânea, natural e ingênua, e por também não ter condições de comprar o livro de histórias que o encheu de felicidade naquele instante dentro do mercado.
Mas ao ver a felicidade do Baby Blu Hiper Mega Totosão com tão pouco me fez repensar no quanto nós adultos somos egoístas, insensatos, mau caráter, invejosos, gananciosos, pilantras e algo mais que não me lembro agora. Somos destruídores de um Mundo belo e com uma grande riqueza, somos destruídores de sonhos que na infância nos faziam felizes mas que quando adultos jogamos para longe em busca do melhor somente para nós mesmos.
Quando me deparei na simplicidade do ato do Baby Blu Hiper Mega Totosão me fez pensar no que realmente estamos a fazer de bom quando crescemos, o que realmente valerá a pena ou não fazer para que os atos mais simples e naturais possam ser valorizados novamente, algo como um sorriso e um brilho no olhar de uma criança.
Quando adultos o que nos fazem sorrir e brilhar os olhos é um aumento de salário, um sapato novo de marca, um carro novo, um celular novo, um inimigo levar uma rasteira da vida, uma televisão nova, um computador novo, e assim nos esquecemos de alguns valores simples que na nossa infância nos enchiam os olhos com um brilho inigualável.
Atualmente o Mundo pede socorro devido a nós adultos estarmos destruíndo tudo o que há de bom e do melhor, quando somos crianças nos ensinam a plantar árvores, a respeitar e ajudar o próximo, e a não sujarem as ruas, atitudes que quando crescemos já não fazemos mais, mas não é por falta de tempo e sim por sermos egoístas, perdemos a vontade de ajudar e de respeitar o próximo, desvalorizamos as pequenas coisas da vida que possuem um alto valor agregado, deixamos de plantar árvores para quando adultos decepá-las sem pensar no mal que nos fará, jogamos lixo nas ruas sem a preocupação de que toda a imundice que realizamos estará poluindo rios e mares, e consequentemente deixando muitos que depende deles para o sustento da família comecem a passar por dificuldades.
Estando na fase adulta agimos como hipócritas, porque tentamos ensinar uma lição de vida aos nossos filhos que nós adultos não seguimos, e quando não a seguimos e nossos filhos vão crescendo, consequentemente vão esquecendo a lição dada no inicio da vida e agindo como os pais, adultos egoístas, adultos destruídores, adultos sem respeito, adultos inconsequentes, adultos stressados, adultos com muita coisa a fazer na vida adulta mas sem se preocupar com o que se passa ao redor, e até mesmo sem perceber o quanto algo de bonito e interessante poderá fazer-nos sorrir com muita simplicidade e muita naturalidade.
Fica uma lição para quem tem filhos pequenos, vejam o quanto a simplicidade e alguns pequenos atos e itens o fazem felizes, o quanto pequenas coisas praticamente sem valor algum para nós adultos o fazem felizes, o quanto a despreocupação de estar na infância o fazem felizes, vejam o quanto os pequenos atos de nós adultos possam o fazer infelizes e o principal, vejam o quanto nós adultos estamos a destruir gradualmente a beleza, a naturalidade, a inocência, a valorização das pequenas coisas que a infância jamais voltará a nos trazer.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A política de empobrecimento de Portugal.

Há alguns textos atrás indiquei em um texto a situação que Portugal está a passar devido ao acordo do Governo de Portugal com o FMI e a Troika, mas também com muita influência da Chanceler Alemã Angela Merkel, onde este acordo até o momento não está conseguindo alterar em nada o abismo em que Portugal está a ser jogado, e a tendência é a de piorar com o passar do tempo.
Nesta semana a notícia mais interessante que se ouviu foi que o Tribunal Constitucional indicou que a medida do Governo em que cortar os salários de férias e o 13º (subsídio de Natal por aqui) para todos os funcionários públicos (não os políticos) foi considerada inconstitucional pela falta de equidade e que a medida deveria ter sido imposta a todos os trabalhadores, sejam públicos e privados, e deverá ser devolvido aos funcionários públicos no ano que vem. O mais estranho nisso tudo é que um Tribunal indicou que deverá ser devolvido no ano que vem, e não neste ano onde os funcionários já tiveram o não recebimento do salário de férias e não terão o subsídio de Natal no final de ano.
Mas a política de empobrecimento de Portugal não está apenas nesta situação que ainda não ficou resolvida por completa, porque o Governo já tem ordens de alguns "seres" importantes e imponentes da Europa para que o dinheiro que não será retirado em favor do Governo seja compensado de outra maneira, e é aí que aparecem alguns pensamentos de alguns políticos e economistas de "merda" que não conseguem fazer o que seria o mais correto, cortar nas despesas dos políticos.
O Governo está empobrecendo o país de uma tal maneira que daqui a pouco serão poucos os que terão condições para se alimentarem, para pagarem as contas de água, luz e gás, essenciais para todo o ser humano, mas pelo jeito os políticos não são seres tão humanos, são apenas "seres", e neste quesito podemos englobar alguns economistas que parecem estar ganhando uma boa fatia de dinheiro do Governo para realizarem algumas declarações absurdas em jornais na televisão.
Não é possível que haja economistas que fechem os olhos para a real situação do país em um momento como este, onde aparecem em jornais sugerindo que o melhor a fazer agora que não haverá o corte de dois salários de funcionários públicos é aumentarem a carga tributárias nos salários de férias e de Natal de todos os trabalhadores da função pública e privada. Aonde estes "pseudo-economistas" tiraram o curso, ou melhor foram diplomados? Bem, melhor não tocar neste assunto porque serei obrigado a escrever sobre um Primeiro Ministro e um Ministro que não precisaram estudar igualmente a muitos que conheço por este mundo afora.
Aumentar o imposto sobre o salário de todos os trabalhadores está sendo cogitado por políticos e economistas, mas o mais interessante é que nenhum economista sugeriu que os políticos tivessem uma parte de seus salários retirados, ou uma parte de suas regalias descontadas, parece que estes "seres" são intocáveis ao ponto de não realizarem nenhum esforço para que os que realmente trabalham e movimentam a economia do país não sofram mais e mais com cortes salariais.
Infelizmente os políticos de Portugal estão trabalhando para que uma boa parte da população se tornem ainda mais pobres, sem condições de sobrevivência no dia-a-dia. É impossível não pensar que daqui a alguns meses muitos que já planejaram sobre onde gastarem o 13º salário ficarão sem ele, onde muitos que pensam em pagar dívidas ou em apenas possuir um Natal de qualidade não o terão devido a um Governo que só sabe retirar do bolso alheio, mas que não é capaz de reavaliar contratos para diminuir a própria despesa.
Ao ver políticos e economistas a falarem a mesma língua não fica difícil de perceber o porque do empobrecimento de Portugal em relação aos outros países, porque a cada momento em que aumentam impostos e consequentemente retira o poder de compra da população a economia retrai, e se retrai aumenta o desemprego e também diminui a arrecadação do Governo, e isso já foi constatado com o último aumento de impostos, onde no final das contas não houve aumento na arrecadação, mas se todos com o mesmo pensamento andam de mãos dadas, infelizmente o povo irá sofrer as consequências, e o pior, com o empobrecimento poderá haver algum tipo de revolta que não será nem um pouco amistosa.
Se não pensarmos em mudar esta situação, algo de muito mal poderá acontecer, e assim o futuro de um belo país ficará nas mãos de uma Guerra Civil, que ainda não foi anunciada mas que provavelmente já estará sendo pensada por muitos que já não possuem paciência com o que estão a fazer com quem realmente não fez por merecer toda esta situação.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Competentes desvalorizados e Incompetentes valorizados.

Esta situação provavelmente muita gente já viu ao redor, e principalmente no ambiente de trabalho onde há pessoas que fazem um ótimo trabalho e ficam estagnados no mesmo cargo sem serem valorizados, e outros que não fazem nada por merecer mas que em um primeiro instante são os primeiros a serem cotados para uma provável mudança de cargo.
Enquanto estava no Brasil trabalhei em grandes empresas, algumas que deixavam muitas em Portugal no "chinelo" e lá não via o que eu já vi por aqui, que são pessoas que não fazem um esforço sequer, que não são competentes mas que continuar a ganhar os seus salários e ainda conseguem promoções que deixam os que realmente trabalham de verdade de cabelos em pé.
Por aqui não é necessário ser competente, proativo, criativo e inteligente, basta apenas empurrar com a barriga o trabalho e encostar em quem possui um certo poder que o futuro estará garantido, isso acontece em diversas empresas de diversos setores e infelizmente já presenciei muito disso e continuo presenciando.
Há empresas onde os supervisores deixam o trabalho de lado para ficar "paparicando" uma funcionária que tem um belíssimo corpo, com um sorriso bonito e porque acompanham os supervisores em algumas saídas a noite, e depois no expediente, o supervisor fica a parecer um "urubu na carniça" de tanto que não se desgruda da funcionária, deixando transparecer a todos a sua preferência.
Há também aquelas onde as pessoas de um determinado departamento chegam atrasados e em seguida vão fumar, saem para fazer uma hora de almoço que dura uma hora e meia, mas como não são competentes mas são amigos de quem realmente possui uma certa competência e um determinado poder continuam dentro da empresa, e no mesmo ambiente há outros nem tão competentes ao ponto de não conseguirem fazer duas coisas ao mesmo, há também os que ficam no MSN com muito trabalho a fazer, mas como o importante não é ser proativo e competente, fizeram apenas o necessário, o bastante para continuarem com os cargos e até ganharem uma promoção dentro da empresa, mas não por mérito pessoal, mas por prejudicarem alguns e por se encostarem em outros.
Infelizmente nos meus poucos anos em Portugal já é possível tirar uma conclusão sobre o quanto é duro ser competente em empresas que não valorizam este tipo de qualidade, é duro ver ao meu redor que há coisas acontecendo e sem poder fazer nada, sem poder pegar em alguma coisa válida e fazer com que isso possa mudar, mas o pior disso é ver que com o tempo a passar nada disso irá mudar.
Portugal é um país onde muitos que possuem bons empregos, porque quem trabalha de verdade sofre, só conseguiram estes bons empregos graças ao famoso "QI" (Cunha por aqui), e que se não fossem por isso não serviriam nem para limparem as ruas, e quando nos deparamos até mesmo com políticos que não fizeram todo um curso em uma Universidade mas que apresentaram um diploma passível de dúvidas para validar o cargo de Ministro é que vemos que realmente a coisa é muito pior do que pensávamos.
Então o importante por aqui não é ser competente, o importante mesmo é ser "puxa-saco", sim, este é o melhor a se fazer, porque a competência não é valorizada e não te fará crescer dentro da empresa, o importante é "puxar o tapete" do seu colega do lado, o importante é "lamber botas" de quem realmente tem o poder, o importante é fazer o círculo certo de amizades dentro da empresa, porque assim no primeiro instante em que a empresa pensar em divulgar algum cargo elevado, o "puxa-saco" o "lambe botas" o incompetente será o primeiro a ser lembrado, porque o principal não é o trabalho bem realizado e sim o que é feito ao lado dele.

O Conto que não convenceu.

Para todos os meus queridos leitores que acompanham o meu querido Blog venho aqui dizer que logo após eu iniciar a dura tarefa de escrever inúmeros textos, interessantes ou não, resolvi por escrever um Conto para concorrer em um concurso da FNAC Portugal, o Novos Talentos FNAC. Este que no dia de hoje anunciou os finalistas e que infelizmente não faço parte.
Não sei dizer o porque de não fazer parte, mas como não sou um "expert" na Língua Portuguesa poderá haver inúmeros erros gramaticais no meu Conto, este erros que até acompanham os meus texto do meu querido Blog. Mas como não sou um finalista, vou "copiar" o meu Conto para que todos vocês, meus queridos leitores, possam saborear um pouquinho da minha idéia que ficou fora da final.
Como o título eu apenas escrevi na página do concurso, não me lembro do título, mas quem quiser optar será bem vindo todas as opiniões. Espero que gostem.



Capítulo I – O encontro

Em uma manhã de Outono, onde a brisa refrescava as pessoas e forçava as poucas folhas ainda presas por uma pequena ponta nas árvores, os dois sujeitos, um homem e uma mulher conversavam sobre a situação econômica atual que se pairava, e que afligia ambos e os demais que por aquela praça circulavam apressadamente sem dar conta do casal que ali conversava.
Após horas de conversa, ela, de nome Madalena resolveu convidá-lo, ele, de nome Amadeu para tomarem um café em um comércio próximo ao local onde conversavam, já que naquela manhã de brisa fria o melhor era manterem-se em um local aconchegante e de preferência a consumir algo que poderia mantê-los quentes.
Após cada um beber um café e continuarem a conversa, aperceberam-se que tinham algo a mais em comum e vendo que a hora passara resolveram trocar telefones para continuar a conversa que ali se estendia a horas ou até mesmo marcar um encontro para debater outros fatos da atualidade. Assim concluíram as conversas e as formalidades e saíram cada um para o seu trabalho deixando bem claro que a conversa não se acabara ali e que continuaria o mais breve possível.
Madalena que chegou ao trabalho no horário de sempre, percebeu que aquele encontro de Outono era mais do que apenas um encontro, as amigas perceberam um sorriso largo na pela rosada juntamente com um brilho nos olhos. Não era habitual chegar ao trabalho bem disposta, mas aquele encontro deu um ar de felicidade e uma vontade enorme de pegar no telefone e ligar para o mais novo colega de discussões.
Suas amigas percebendo-se da situação quiseram saber qual foi o passarinho colorido que a deixou daquela maneira, sempre questionando sobre o tal fato e fazendo com que o trabalho começasse a atrasar. Com receio desta situação, Madalena simplesmente soltou o seu lado normal, de extrema estupidez e assim fez com que as amigas retornassem a dar uma atenção maior ao trabalho que ali estava de lado.
Madalena com pensamento duplicado, parte no trabalho e outra parte em Amadeu, começou a distrair-se demais e foi chamada a si por parte do chefe que apercebeu-se da situação e tratou de corrigi-la. Mas aquele pensamento sobressaiu e ficou ainda mais evidente quando recebeu uma mensagem do mais novo companheiro de discussões, Amadeu.
Na mensagem, Amadeu perguntou se Madalena desejava encontrar-se novamente, no mesmo local para conversar e também tomar um outro café, porque gostou imenso de colocar as ideias em dia com uma pessoa tão formosa e cativante, que demonstrava possuir uma linha de raciocínio lógica e atual, que não tinha medo de expressar a opinião sobre qualquer assunto, e que possuía um lindo sorriso que correspondia as expectativas, junto a um brilho nos olhos quando ficava encabulada com assuntos que poderiam prejudicar as pessoas que a rodeavam.
Madalena sem saber o que responder no momento, aguardou ansiosamente o seu período de intervalo, e até que ele chegasse imaginou o que poderia responder, mas tinha uma certeza, a de que iria a este encontro. Conversar era o que ela mais gostava de fazer, mas os seus pontos de vista sempre se deparavam com reações negativas daqueles que participavam da conversa, mas com Amadeu era diferente, havia discórdias mas não havia as expressões negativas, haviam discussões mas não haviam ofensas, haviam nervosismos mas nenhuma das partes finalizava a conversa neste momento para não se olharem na face durante um período de dias, ou até mesmo semanas. Esta situação a deixava cheia de energia, era uma adrenalina que mal conseguia segurar dentro de si, e estava ansiosa para poder responder aquela mensagem, e a hora do intervalo nunca mais chegava.
Passados metade do tempo de trabalho, Madalena saiu frenética com o seu telefone em mãos. Já sabendo da resposta a dar, pensou seriamente o que poderia estar acontecendo. Alguém que acabara de conhecer capaz de perturbar tanto os seus pensamentos, e de trocarem telefones, ela sempre que manteve-se em uma imagem intacta, sem manifestar qualquer interesse sobre qualquer pessoa que aproximava-se, isso devido a um passado que ela não divulgava a ninguém, o manteria em segredo e até mesmo as amigas que as vezes a pressionava para desabafar e poder seguir em frente com a vida.
Respondeu com algumas palavras, praticamente poucas e objetivas, e solicitou a Amadeu que confirmasse o seu recebimento, não ficaria calma até o recebimento da mensagem, e assim foi o resto do seu dia de trabalho, a espera da resposta de Amadeu, esta que a cada minuto contado no relógio a deixava quase em desespero. Saiu de seu trabalho, apressadamente foi até ao mercado para comprar os ingredientes para o jantar e se dirigiu a pé até a sua casa, em um momento de distração não percebeu que Amadeu já respondera a sua mensagem, assim que a leu, Madalena sentiu o corpo aquecer e de seguida a tremer, o que poderia ser algo tão tentador e mesmo amedrontador era ao mesmo tempo uma sensação de alívio e de frescor, onde uma conversa longa poderia ser um pretexto para algo mais, que seria mais um café antes de um longo dia de trabalho.
Chega o dia seguinte, após uma noite mal dormida, Madalena com um certo nervosismo mal conseguiu tomar o café da manhã por completo e saiu apressadamente para o segundo encontro com Amadeu. Chegou ao local combinado alguns minutos antes do horário marcado e ansiosamente aguardou a chegada de Amadeu, que chegou no horário marcado, nem um minuto a mais ou a menos, e esta pontualidade agradou em muito a ela que quase não conseguiu disfarçar o seu contentamento com a chegada.
Após os cumprimentos de praxe, começaram a questionar como foi o dia de trabalho de cada, onde também se perguntaram o que faziam, as respectivas profissões deixaram ambos interessados e fez com que o assunto deste outro dia de Outono fosse sobre o trabalho de ambos. Passaram alguns minutos quando iniciou uma chuva fina, e com isso se dirigiram para o mesmo local onde tomaram um café no dia anterior, continuaram a conversar, e a cada informação trocada, Madalena se sentia ainda mais interessada em Amadeu.
Amadeu que era um homem elegante, trabalhava em um banco, com uma boa dicção fazia Madalena pensar o que aquele homem viu. Madalena que era uma mulher vistosa, que não acreditava na beleza que possuía após desagrados em um passado não muito distante, mas que via naquela situação um motivo maior para voltar a ser a mulher elegante que já fora.
A conversa estava prestes a terminar, mas antes resolveram marcar um jantar, questionaram onde seria, mas sem hesitar, Madalena ofereceu o jantar em sua casa, e Amadeu aceitou, mal ela sabia qual era o verdadeiro interesse de Amadeu. Marcaram a hora e o menu a ser servido, e assim continuaram a se encontrar durante a semana esperando que terminasse rapidamente para que fosse desfrutar de um belo jantar.


 Capítulo II – O jantar

E o tão esperado Sábado chegou, Madalena já com todos os ingredientes prontos iniciou as tarefas domésticas, ela que jamais imaginaria que fosse capaz de realizar novamente um jantar a alguém, alguém que mal conhecia mas que fazia da sua atual vida uma vida melhor, mas sem saber o porque.
Amadeu chega a sua residência acompanhado de uma garrafa de vinho e flores, algo que ela mencionara nas conversas que não gostava de bebidas alcoólicas. Vendo a garrafa acompanhada de flores fez com que o coração batesse mais forte, por lado o vinho e por outro as flores. Surgiu um arrepio na espinha que a fez queimar o dedo junto a panela quente, e naquele exato momento se a percebeu do erro que fizera em convidar Amadeu para jantar em sua residência.
Em um exato momento mencionou que haveria de ir até ao mercado porque não havia um ingrediente para finalizar o jantar, Amadeu se prontificou a ir, e Madalena sem jeito não hesitou e aceitou que ele fosse ao mercado. Mas não percebeu logo a sua saída que Amadeu havia levado a chave  deixando-a trancada em sua própria casa.
Em um ato de desespero esmurrou a porta e em seguida olhou pelo olho mágico e viu que não havia ninguém no corredor. Correu até a sua bolsa para pegar o telefone e assim ligar para algum amigo e percebeu que o seu telefone não estava mais em sua bolsa. Começou a não acreditar, e a imaginar que pudesse estar em seu quarto, ao lado da cama. O procurou incansavelmente e nenhum sinal de seu telefone, agora estava ali, a espera de um estranho dentro de um cativeiro montado dentro de sua própria casa.
Madalena resolveu se concentrar no jantar, e com olhos cheios de lágrimas quase deixava o assado queimar. Quando menos espera, a porta abre-se e Amadeu entra com a sacola do mercado, dentro havia o ingrediente que Madalena havia pedido e uma garrafa de refrigerante, e se desculpando por ter-se esquecido que ela não consumia bebidas alcoólicas e que não voltava a acontecer aquela situação.
Serviu a mesa, farta, e mesmo ainda assustada não deixou transparecer, Amadeu que levou a chave informou que o fez para não a distrair junto ao forno e fogão, mas Madalena já não acreditava até o momento em que sentou-se a mesa e sentiu que seu telefone estava no assento, um alívio correu o seu corpo e naquele momento já não sabia mais em que pensar, duvidava sobre o que era errado e o que era certo.
Amadeu elogiou o jantar oferecido por Madalena, muito sabor e acompanhado de uma companhia agradável. Após ingerir o último copo de vinho convidou Madalena para que no próximo final de semana fosse jantar em sua residência, e Madalena aceitou de prontidão sem imaginar o que lhe pudesse esperar, e sem lembrar-se do período de dúvidas que lhe surgiu durante a preparação do jantar.
Combinaram de se encontrarem durante a semana para colocar a conversa em dia, no mesmo local acompanhados do mesmo café antes de irem para o trabalho, e uma certa empolgação tomou conta de Madalena, o que fez com que o medo desaparecesse, e assim começou a contar os dias para o próximo Sábado para o jantar tão esperado.
Passados uma semana, Madalena se arrumou para dirigir-se a casa de Amadeu. Ele que morava a escassos quarteirões de sua casa, e uma intriga passou pela sua mente, até o momento não havia percebido sobre a presença de Amadeu pelas ruas do bairro, este pequeno, onde a maioria dos comerciantes conheciam os seus moradores e seus hábitos.
Ao chegar na residência de Amadeu, Madalena percebeu a antiguidade do edifício onde ele morava, com aspecto muito sujo e degradado aparentava um local que fora abandonado há muito tempo, e a imagem a assustou ao ponto de se virar para ir para casa, e neste exato momento Amadeu surgiu a janela do primeiro andar e a chamou pelo nome, e sem jeito Madalena retribuiu com um aceno e se dirigiu a porta de entrada, onde Amadeu abriu e a cumprimentou solicitando que entrasse.
Ao adentrar em seu apartamento, a porta fechou-se com excessiva força, e em seguida Madalena foi empurrada para o sofá. Meio atordoada devido ao empurrão e sem reação, levou de imediato um pancada na cabeça que a fez sangrar, desnorteada tentou se levantar, quando recebera uma nova pancada, fazendo com que parasse no chão inconsciente e um pouco desacordada.
Passados alguns minutos, acordou com dores fortes na cabeça e apercebeu-se que estava amarrada em uma cadeira dentro de um quarto com pouca luz, gritou por Amadeu e este apareceu com uma faca em punho ameaçando-a caso continuasse a gritar por socorro.
Saiu em seguida do quarto deixando-a só, ela começou a observar em seu redor silenciosamente e apercebeu que um barulho constante de veículos adentrava pela janela do quarto, mas lembrou-se que ao chegar ali o caminho realizado era por vias extremamente desertas, sem circulação de pedestres e veículos, e de imediato começou a chorar. Este choro fez com que Amadeu entrasse no quarto e a agredisse com um tapa no rosto e em seguida indicou que iria sair e caso voltasse e a não encontra-se que iria atrás dela até ao inferno.
Após a saída de Amadeu, Madalena conseguiu se recompor, e imediatamente começou a pensar em uma maneira de sair daquele local. Vendo que havia ratos no quarto observou de onde eles estavam entrando e saindo constantemente, e ao perceber que vinham do lado de fora do prédio conseguiu arrastar-se junto com a cadeira até a fissura que havia na parede.
Com o bico do sapato em movimentos incansável iniciou diversos pontapés junto a parede fazendo com que a fissura se transformasse em um buraco com vista para a rua. Continuou a forçar a parede até que um pedaço maior fosse de encontro ao seu colo. Se pôs com a metade do corpo para fora e começou a gritar por socorro.
Após minutos incansáveis de pedido, um veículo surgiu a rua e conseguiu ver o que se passava no primeiro andar do edifício abandonado, onde ao mesmo tempo Amadeu chegava ao local. Amadeu correu até a entrada e o veículo acelerou para tentar impedi-lo, mas não conseguiu e Amadeu trancou a porta do edifício. A corrida na tentativa desesperada de impedir Madalena em concretizar o pedido de socorro.
Madalena vendo que o motorista do carro telefonava para alguém, começou a gritar, dizendo que não havia tempo para pedir ajuda e que precisava desesperadamente de sair daquele local porque a sua vida estava em perigo. O motorista sem saber o que fazer, apenas pedia calma, mas a calma poderia custar muito caro e tempo era muito curto para acalmar os nervos.
Madalena ouve a porta e ao gritar por socorro o homem do carro começa a gritar para que alguém o pudesse ajudar, quando em um ato de desespero, Madalena sem pensar no que poderia acontecer-lhe se joga do quarto e com o impacto no chão a cadeira se destrói e ela desmaia.
Amadeu entra no quarto e vê que o motorista coloca Madalena no carro e sai em alta velocidade, Amadeu, agora armado com um revólver começa a disparar em direção ao carro mas sem sucesso, e assim vê que a sua tentativa de crime perfeito falhou, e que agora precisa concluir de vez um serviço incompleto que o poderá pôr na prisão.


 Capítulo III – A morte

Passados alguns dias e após inúmeras tentativas de contato com Madalena, Amadeu resolveu dirigir-se até a sua residência, como não conhecia ninguém naquela região aproveitou para perguntar sobre a moradora daquela pequena residência, mas as respostas sempre foram em vão, já que Madalena era uma pessoa muito retraída, de poucas conversas com os vizinhos e comerciantes da região.
Iniciou uma busca pelo veículo que a ajudou a fugir de seu apartamento, outra tentativa em vão, lembrou-se do local onde tomaram café durante as últimas duas semanas, chegou ao local e perguntou pela amiga, e a resposta foi que ela já não aparecia a dias. Estas informações fez surgir um alívio e ao mesmo tempo um certo desespero, já que a única pessoa que o poderia incriminar ou até algo mais era Madalena, que atualmente encontrava-se desaparecida.
Alguns outros dias passados, Amadeu, em uma caminhada matinal percebe-se que ao seu lado estava o veículo que salvou ou não Madalena. Aguardou alguns minutos para verificar quem era o proprietário do veículo até que dono chegou, o abordou sobre a Madalena, e o proprietário do veículo informou que Madalena encontrava-se internada em estado grave em um hospital fora da cidade. Amadeu solicitou o endereço, e de momento o proprietário do carro não o forneceu, mas após uma certa insistência por parte de Amadeu conseguiu obter o endereço, mas mal sabia Amadeu o que realmente lhe esperava.
No dia seguinte Amadeu se dirigiu a rodoviária para visitar Madalena, era uma viagem longa, já que o hospital indicado ficava a praticamente oito horas de viagem de carro, e a viagem de Amadeu duraria em torno de dez a doze horas, e assim ele pensava como reagir ao ver Madalena sem condições físicas para uma defesa sobre qualquer investida de Amadeu.
Amadeu chegou a cidade, e resolveu se hospedar em um hotel devido a hora, esta que já não era possível para realizar uma visita a Madalena. Arquitetando como ficar sozinho no quarto, mal conseguiu dormir. Após algumas horas a pensar conseguiu dormir, e sonhou como finalizaria o plano que ficara incompleto.
Logo de manhã se dirigiu ao hospital, chegando lá perguntou por Madalena, e para o seu espanto havia mais de uma Madalena na lista de doentes internados. Explicou quem era fisicamente a pessoa que procurava, mais ou menos a idade e em seguida a enfermeira buscou a informação no computador. Se deparou com uma má informação, e assim indicou a Amadeu que Madalena, a que ele procurava, faleceu na data de ontem e mesmo ontem foi encaminhada ao pequeno cemitério da cidade onde moravam. Amadeu levou um choque e de imediato se dirigiu a rodoviária, mas não havia nenhum horário disponível para saída aquele momento, resolveu pagar um táxi, chegaria mais rápido, onde provavelmente chegaria após o enterro e assim continuaria com a vida que escolheu.
Chegou a cidade ao final da tarde, a esta hora o cemitério ainda encontrava-se aberto, de imediato foi a procura da capela, chegando já não havia nenhum corpo, encontrou um funcionário para perguntar se havia ocorrido algum velório na data de hoje, o funcionário indicou que sim e o local onde foi enterrado o corpo. Amadeu se dirigiu em passos largos e apressados, ao lado do corpo recém enterrado havia uma vala para o próximo enterro e foi quando o mesmo funcionário se aproximou e informou que o cemitério fecharia os portões dentro de quinze minutos.
Amadeu se ajoelhou para verificar a informações de quem foi enterrado no local quando percebeu uma sombra junto ao seu corpo, indagou que já sabia que o cemitério fechava dentro de quinze minutos, mas quando ouviu uma voz feminina o seu corpo tremeu, o coração disparou e as mãos gelaram imediatamente.
Ao levantar apressadamente pode ver que quem falava era Madalena, com ótimo aspecto e saúde, uma imagem que ele jamais tinha daquela com quem conversava, ao tentar indagar como tinha saído de seu apartamento, Madalena com um revólver em punho dispara três tiros a queima roupa, dois no peito e outro no rosto, com o impacto, Amadeu cai na vala que estava mesmo ao seu lado e por lá ficou desfigurado e perdendo todo o seu sangue.
Madalena saiu a correr pelos corredores estreitos entre os túmulos do cemitério, mas não se apercebeu que o último funcionário a observara e assim ele o fez até Madalena entrar o carro, naquele carro que a salvou no pior dia da sua vida, provavelmente.

 
 Capítulo IV – A revelação

Madalena continuou a viver a sua rotina habitual, de casa para o trabalho e do trabalho para a casa, sem desconfiar que alguém ainda pudesse lhe incriminar. Passava diariamente pela praça onde conheceu Amadeu, e imaginava quem seria o próximo a conhecer, a espera que este próximo não fosse tão violento como Amadeu, este que não foi o primeiro a ter um desfecho violento por parte de Madalena.
Sua vida corria muito bem, principalmente a quem confiou uma parte de seu segredo, mas sabia que aquele que a ajudou poderia incriminá-la em qualquer momento, um deslize poderia deitar por terra toda aquela vida pacata e normal que tinha conquistado, e por isso resolveu marcar um encontro para acabar com todas as dúvidas que pairavam no ar.
Combinaram um lanche em uma reserva natural que havia junto a cidade onde moravam, em um belo Sábado de Sol abasteceram de comida o cesto e se dirigiram a reserva, um local belo mas de difícil acesso, apenas para quem possuía carro, e em dias de chuva o acesso era negado devido a estrada não pavimentada.
Chegaram ao local, e começaram a conversar sobre o dia-a-dia normal de trabalho, até que Madalena chegou ao ponto chave da conversa, duvidou sobre a sua confiança, e ao mesmo tempo houve uma reação duvidosa por parte de seu amigo, que ao hesitar não chegou a uma resposta convincente e antes mesmo de terminar, Madalena apontou-lhe o revólver e disparou quatros tiros no peito.
Pegou o cesto com a comida, o colocou no carro, em seguida enrolou o corpo ensanguentado a toalha e o arrastou até uma parte de mata mais densa, entrou no carro e seguiu viagem de volta a cidade.
Na segunda-feira, sem imaginar que já haviam investigações sobre a sua pessoa, chegou ao trabalho bem disposta e logo em seguida recebeu uma ligação privada em seu telefone, os braços tremeram e o coração disparou, assim imaginou quem poderia entrar em contato consigo em um momento tão delicado, e quem teria aquele número de telefone onde praticamente nenhuma pessoa o tinha, ao menos que um detalhe ficou incompleto, o corpo de Amadeu ficou na vala, e consequentemente não verificara os seus bolsos, mas não havia testemunha.
Madalena atendeu o telefone e em seguida o desligou. Descobriram quem realmente era Madalena, tudo o que havia feito perfeitamente durante anos havia sido descoberto, mas ainda havia um segundo plano, descobrir, enquanto a polícia não comparecia em seu local de trabalho, se dirigir até ao cemitério para averiguar a situação do corpo encontrado, e ainda fazer mais algumas vítimas. Ao pegar a bolsa e se levantar, foi abordada por dois policiais, um com arma em punho solicitando que largasse a bolsa. Suas colegas de trabalho assustados começaram a questionar o que se passava, e um dos policiais solicitou que se mantivesse em silêncio, e que posteriormente o responsável pela empresa daria uma declaração sobre o ocorrido.
Madalena chegou ao posto policial, e se deparou com um funcionário do cemitério, o funcionário que Amadeu mencionou antes de sua morte e que era uma das pontas soltas que Madalena deixou.
O reconhecimento foi de imediato, e de imediato foi revelado quem era Madalena, uma assassina em série de nome Roberta, que mudava de cidade antes de descobrirem a sua verdadeira identidade, com uma série de assassinatos, provavelmente de parceiros, ganhava sua confiança e com diversos disparos de arma de fogo os matava, mas até o momento em que encontrou um homem violento, procurado por violentar mulheres, e foi através deste homem, que também era procurado e que possuía o seu número de telefone foi possível prendê-la.
Roberta, de pseudo nome Madalena, passou uma noite no posto policial e em seguida foi transferida para a prisão feminina do Estado, foi julgada e condenada a pena máxima sem direito a recurso pelos diversos crimes que executou, mas ao final da leitura da sentença, a juíza informou-lhe que o último corpo havia sido encontrado na reserva natural o que agravava a situação, mas o que Roberta de nome Madalena não sabia, é que tinha assassinado o seu irmão.


 Fim